Piorou entre os brasileiros a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo a rodada de fevereiro da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11). O percentual do eleitorado que desaprova a administração federal sob o petista continua em 49%, mesmo índice de janeiro e de dezembro de 2025. No entanto, caiu para 45% o grupo de eleitores que diz aprovar o governo.
A série da Quaest mostra que a aprovação vem em queda residual, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Era 48% em dezembro do ano passado, oscilou para 47% e agora está em 45%. Por outro lado, os eleitores que não sabem ou não responderam são 6%, percentual maior que em janeiro (4%) e dezembro (3%).
Este é o patamar mais baixo de aprovação do governo desde julho do ano passado, antes do tarifaço imposto ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ato que foi reivindicado por Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Naquele momento, Lula era aprovado por 43%.
Oscilação na esquerda
A Quaest mediu a oscilação justamente no grupo de eleitores que se diz de esquerda, mas não lulista. Em janeiro, 86% aprovavam o governo e agora são 82%. Entre aqueles que se definem lulistas, porém, não houve mudança: 96% aprovam o presidente e 3% o reprovam.
Há ainda uma oscilação para baixo na região de maior densidade eleitoral do PT. No Nordeste, a avaliação de Lula caiu seis pontos, de 67% em janeiro para 61% em fevereiro.
A pesquisa foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 a 9 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Isenção do IR
O fato curioso é que a pesquisa aponta para baixo em relação à aprovação do governo justamente quando da entrada em vigor da isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil e redução das alíquotas para quem tem rendimento até R$ 7.350.
Esta medida, aprovada no ano passado pelo Congresso Nacional, é tratada pelo governo federal como de grande apelo popular e espera retorno eleitoral. O período de declaração começa em 15 de março.
Disputa eleitoral
De acordo com a Quaest, Lula segue à frente em todos os cenários de segundo turno. A menor diferença é contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), indicado pelo pai, Jair Bolsonaro, como detentor de seu espólio eleitoral.
Na disputa que reedita o presidente contra alguém com sobrenome Bolsonaro, a diferença caiu de sete pontos, em janeiro, para cinco pontos em fevereiro. Agora, o petista tem 43% contra 38% do senador. Em dois meses, houve queda de dez pontos entre eles.
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